CELEBRAÇÃO: SOLAR DO PADRE CORREIA RECEBERÁ A EXPOSIÇÃO “40 ANOS DO GRUPO DE TEATRO CENA ABERTA”, A PARTIR DESTA SEXTA-FEIRA (22/3)

 na Categoria Cultura

Para celebrar seus 40 anos de existência, o Cena Aberta está promovendo a Exposição “40 Anos do Grupo de Teatro Cena Aberta”. A atividade artística e cultural, que conta com o apoio da Prefeitura de Sabará, acontecerá do dia 22 a 31/3, das 9h às 16h, no Solar do Padre Correia (Rua Dom Pedro II, nº 200, no Centro). A visitação é gratuita. 

O Grupo

Há 40 anos, o Grupo de Teatro Cena Aberta participa do cenário artístico e cultural da cidade de Sabará. Ao longo desse tempo, apresentou comédias, dramas e tragédias nos palcos, ruas e espaços alternativos da cidade, levando de forma direta e pulsante, como só o teatro sabe fazer, o riso, a dor, a reflexão, a paixão e, principalmente, a cultura.

Para o grupo, ter o reconhecimento do público é, acima de tudo, um retorno espiritual que enobrece a alma. Uma das mais gratificantes montagens do Cena Aberta é exatamente a dramatização da vida de Jesus Cristo, no espetáculo “Cenas da Paixão”. 

Sabedor de que a fé religiosa está profundamente enraizada na alma do povo mineiro, é com muita honra e devotado respeito que o grupo, ao longo desses anos, mostra, pelas ruas da cidade de Sabará, a mensagem de Cristo, homem que mudou os rumos da história e deu ao ser humano, ainda hoje, perdido nas trilhas tortuosas de seu coração, a diretriz exata para um encontro consigo mesmo e doação de amor ao próximo.

E é o amor a palavra de ordem do Cena Aberta. Amor à arte teatral; amor à cultura que nos faz distintos da brutalidade das feras; amor a Sabará, esta cidade a qual tanto devemos; e amor a esse povo que nunca nos negou seu aplauso, sua admiração e seu respeito.

Cenas da Paixão” – Uma tradição

Neste ano, o Grupo Cena Aberta, mais uma vez, teatraliza o drama da Paixão. A inacabada igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, com toda sua beleza e exuberância, servirá de cenário para a maior parte das cenas. A começar pelas profecias de Isaías sobre a vinda do Redentor, passando pela anunciação, a tentação no deserto, a ressurreição de Lázaro, a vigorosa discussão com um sumo sacerdote, até a exuberância da Última Ceia. Os quadros vão se desenrolando dentro de um clima de muita reflexão e emoção.

Merecem destaque as cenas, como a representação da imagem de Santana Mestra, inspirada na obra do mestre Aleijadinho, em exposição no Museu do Ouro, que abre o espetáculo. Da face de um dos púlpitos da Igreja do Carmo vem a cena de Jesus com a Samaritana, outra obra do mestre Lisboa. Arcanjos recitam as antífonas do Ó, ladainha que deu à Igreja de Nossa Senhora da Expectação do Parto o popular nome de Nossa Senhora do Ó. E o monólogo de Judas que, em linguagem direta e atual, aponta as traições dos dias de hoje, culminando com a distribuição de dinheiro para a plateia. Esta é uma cena ímpar.

Jesus é preso pelos soldados e levado ao Palácio de Pilatos, que tem como cenário o Fórum. Após o julgamento, a via-crúcis, pelas ruas centenárias desta antiga “Villa Real”, é guiada por cenas de grande emoção. O encontro entre Jesus e sua mãe, Maria, a ajuda do Cirineu e o canto da Verônica são cenas acompanhadas de perto pelo povo que segue o cortejo. 

No adro da Igreja de São Francisco está montado o Calvário, cenário para o ato final desse drama. Aqui, as cenas da crucificação e o sermão do descendimento emocionam a multidão. Após, a tradicional “Procissão do Enterro” percorre as ruas do Centro Histórico, acompanhada pela bicentenária Sociedade Musical Santa Cecília, que completa o clima de fé e reflexão.

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