“PAPO NA PANELA”: MULHERES E SUAS HISTÓRIAS GANHAM DESTAQUE EM FILME GRAVADO EM SABARÁ
Com suas ladeiras, festas e cheiros de comida boa, Sabará agora recebe uma homenagem sensível e poderosa no curta-documentário “Papo na Panela – Um documentário sobre Trocas, Sabores e Resistência”, dirigido por Luccas Maia, com direção fotográfica de Jonathan Fidelis e produção da ACASA Filmes. Com apoio da Prefeitura de Sabará, a obra presta tributo à cultura e aos saberes populares que compõem a identidade do município. Gravado integralmente na cidade, o curta percorre cozinhas, ruas, casas e espaços simbólicos do território sabarense. A câmera se aproxima das panelas, mas também dos olhos, das mãos e das palavras. São memórias servidas em panelas cheias de sentimento.
O filme será lançado no dia 25 de julho, às 20h, no Cine Bandeirante, com entrada gratuita. Também haverá sessões com roda de conversa nos dias 05, 06 e 07 de agosto, às 20h, no Teatro Municipal de Sabará.
O idealizador do documentário, Luccas Maia, compartilhou a motivação por trás da produção: “Cresci ouvindo histórias na cozinha, entre cheiros e panelas. Foi nesse espaço que entendi o poder das palavras e da escuta. Dirigir esse filme é um ato de devolver à minha cidade o que ela me deu: histórias que aquecem, emocionam e alimentam. As mulheres de Sabará são minha maior inspiração”.
Para o diretor de fotografia Jonathan Fidelis, o documentário ultrapassa o papel de apenas registrar imagens. “Sabará é visualmente mágica. Mas quando juntamos essa beleza com narrativas reais, de pessoas que moldam a cidade com suas mãos e memórias, tudo ganha ainda mais potência. Registrar essas histórias é eternizar vivências que merecem ecoar para além do tempo”.
Mais que um filme sobre culinária e receitas, “Papo na Panela” é um respiro de memória, afeto e ancestralidade, em que o ato de cozinhar é coadjuvante, e o protagonismo está na conversa: nas histórias contadas por mulheres que vivem e constroem Sabará todos os dias. Três mães pretas — Milsane, Márcia e Maria Estela — conduzem o enredo como linhas que bordam a toalha de mesa de uma casa mineira. Fortes, potentes e absolutamente singulares, elas têm em comum o papel de guardiãs da memória de suas famílias e da cidade.
Ao todo, 24 mulheres formam uma grande rede de histórias entrelaçadas. Como uma costura coletiva, suas vozes criam um “bordado de histórias”: um mosaico de lembranças sobre a infância, os carnavais, os amores, os clubes da cidade, a fé, a saudade e os afetos do dia a dia. Elas falam da vida com uma verdade rara e, ao contarem suas histórias, se sentem vivas. O filme nasce dessa escuta.